Nota da Cacinor sobre o novo decreto paranaense - ACIC Cianorte

Nota da Cacinor sobre o novo decreto paranaense

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O Governo do Paraná publicou um novo decreto restritivo, na noite de terça-feira (25), e a tendência é que a maioria dos municípios adotem as medidas ou façam decretos municipais baseados nas recomendações do Estado. Infelizmente, os comércios e as empresas voltam a ser punidos de maneira injusta por conta das aglomerações causadas em diversos lugares, principalmente em festas clandestinas e no transporte público. Por este motivo, a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Norte e Noroeste do Paraná (Cacinor) lamenta as medidas anunciadas.

Conscientes da responsabilidade do poder público de responder a eventual crescimento de casos de covid-19 e também das superlotações dos hospitais com pacientes positivados após complicações causadas pelo vírus, membros da diretoria da Cacinor, representando mais de 30 associações comerciais e empresariais, clamam por medidas mais assertivas, envolvendo fiscalização pesadíssima, multa e até ações na esfera criminal para quem estiver, de fato, provocando aglomerações, inclusive se isso acontecer dentro de nossa área de atuação, que é o comércio a iniciativa empresarial.

O que não se pode mais suportar, além de tantas mortes que infelizmente nos deparamos diariamente por conta deste vírus, é o fechamento de empresas, é o desemprego, é a desestruturação de milhares de famílias que perderam o único sustento que era gerado pela atividade comercial e empresarial. Anunciar lockdown, restrição de horário de funcionamento dos comércios e até fechamento de alguns setores produtivos são escancaradamente decisões que estão visando mais benefícios políticos e menos benefícios para a saúde da população.

Como todos sabemos, o inimigo são outros. Eles estão nas festas clandestinas lotadas de pessoas consumindo álcool e drogas sem qualquer equipamento de proteção, como máscaras ou uso de álcool em gel. Os aliados da covid-19 estão em supermercados cheios, farmácias cheias e postos de combustíveis cheios simplesmente porque o poder público insiste em restringir horários de funcionamento. Os vilões são aqueles que furam fila de vacina, postergam a chegada de vacina e ainda praticam corrupção, desviando recursos que poderiam ampliar as vagas de UTI para nós, vítimas incapazes de lutar contra o novo coronavírus.

O maior perigo, infelizmente, ainda mora na consciência de cada pessoa que parece destemer a morte e sorrir para a derrocada de toda uma nação. Até quando suportaremos carregar este fardo pesado envolvendo tantas vítimas após complicações de covid-19 aqui no Brasil? Até quando?

A conta não vai fechar e estaremos todos, absolutamente todos, fadados a pagar um preço altíssimos depois que a pandemia passar, em meio ao caos do desemprego acelerado e da quebradeira de setores produtivos. Não restará nem mais geração de impostos para os governos, e até mesmo o funcionalismo público experimentará atraso salarial e cortes de cargos ininterruptamente se a economia continuar sendo deixada de lado. A Cacinor lamenta profundamente por tudo isso.

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