Empresário Nivaldo Rodrigues de Souza – persistência e associativismo

Empresário Nivaldo Rodrigues de Souza - persistência e associativismo 2

Por: Lenir Guilhem

Nascido em São Tomé, em 8 de agosto de 1960, quando o município ainda era Distrito de Cianorte, Nivaldo Rodrigues de Souza, filho de uma família de agricultores que veio do interior de São Paulo trabalhar na lavoura da região, começou sua história com o comércio de Cianorte ainda na pré-adolescência, na década de 70. Trabalhou nas Lojas Cianorte, em gráfica, agência bancária e firmou carreira nas Lojas Arapuã, onde chegou ao cargo de gerente, sendo transferido para a cidade de Criciúma, em Santa Catarina. Na mesma época se casou com Maria Cleunice Passolongo de Souza, com quem teve dois filhos: Aneliese, mãe de suas netas Manuela e Antônia; e Tiago, pai de seus netos João Vitor e Benício.

Com suas experiências profissionais no comércio e uma imensa vontade de crescer, decidiu em 1989, comprar em sociedade com seu irmão, uma pequena loja no ramo de materiais elétricos, onde permanece há mais de 30 anos em Cianorte. “Eu não tive ´berço de ouro´ entrei no ramo do comércio como proprietário, a “duras penas”, só com a coragem mesmo. Nos primeiros tempos de comércio da minha empresa vivemos ‘com uma bola de ferro amarrada no pé’. Não tínhamos disponíveis as ferramentas e oportunidades que temos hoje. A gente tinha um sonho e arriscava fazer para ver se dava certo”, explica enumerando as formações e cursos disponíveis atualmente para quem deseja empreender, lembrando que na época que decidiu ter seu próprio negócio, o incentivo era mais no sentido de uma palavra de encorajamento, como a que recebeu de um tio seu. “Quando eu disse que ia montar um negócio ele me chamou e disse: nunca desista com dificuldade nenhuma, porque as dificuldades serão muitas. Levei isso para a vida e não desisti nunca, acho que deu certo”, avalia, lembrando com gratidão de todas as pessoas que de algum modo passaram por sua vida, e transmitiram positividade e o ajudaram a crescer, entre elas, seus clientes e fornecedores.
Analisando a trajetória do comércio local nesses seus mais de 30 anos de atuação, conclui que a evolução positiva e as mudanças acontecem o tempo todo. “O empresário não pode mais ficar parado dizendo que “sempre fez assim e deu certo”, se ficar parado é sinal de que já deu errado”.

Associativismo e Comércio

A história de Nivaldo com o comércio sempre esteve atrelada ao associativismo. Associado a Acic Cianorte há mais de 25 anos. Participante ativo da Rede Liga desde 2013, uma rede de negócios que congrega empresas que atuam no ramo de materiais elétricos e iluminação, em dez cidades do Paraná, o empresário avalia que empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, que insistem em ficar fora do cooperativismo e do associativismo, dificultam sua própria sobrevivência no mercado. “Nosso grupo já está associado também a outros grupos de empresários de outros segmentos, com mais de 70 empresas voltadas para casa e construção. Hoje, afirmo que só estamos no mercado porque estamos trabalhando em rede, estamos ligados um no outro, e isso é fundamental para as empresas de pequeno porte”, explica.

Para o empresário, o modelo de negócio pautado no associativismo é o caminho para a sobrevivência das empresas, já que o sistema de cooperação dá acesso à realidade do segmento onde se atua, com informações reais dos parceiros participantes. “Empresas que caminham juntas têm mais chances de sobreviver”, diz, enfatizando que o princípio do sucesso para empresários que querem compreender as formas de se trabalhar de forma cooperativa, é aprender a compartilhar seus conhecimentos. “As mudanças estão acontecendo o tempo todo, precisamos ter a mente aberta para acompanhar”.

No associativismo representativo, como é o caso a Associação Comercial, Nivaldo Rodrigues aponta outras vantagens, lembrando da evolução da entidade nestes mais de 50 anos de história, mencionando que já houve época em que a Associação servia para fazer funcionar o Serviço de Proteção ao Crédito, mas hoje, além de representar a classe, ela fomenta o conhecimento. “A Acic oferece inúmeros serviços e parcerias. Acho uma pena que alguns empresários pensem que estar associado represente um custo, quando na verdade deveriam ver como um benefício. Na Rede Liga, nós empresários perguntamos o que nós podemos fazer pela Rede e não o que a Rede vai fazer por nós”, compara.

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