Os jovens saem às ruas

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Os jovens saem às ruas 1

Por Marcelo Zuin

Tudo começou com o aumento do preço das passagens dos meios de transporte com protestos pequenos em várias cidades brasileiras, depois foi tomando força o movimento recém criado nas redes sociais, e por fim, o estopim foi a presidente Dilma ser vaiada na abertura da Copa das Confederações. O povo há tanto tempo clamando, sem ser ouvido, fez-se ouvir. No dia seguinte, começaram as manchetes nos principais meios de comunicação ao redor do mundo e cada vez mais a mídia viu que o movimento ganhava importância.

Aconteceu o que chamamos de “atitude”, onde as pessoas se cansaram e se revoltaram. Saíram as ruas nas principais capitais Brasília, São Paulo, BH, Rio de Janeiro, e o protesto chegou até fora do país, onde se concentram muitos brasileiros que foram tentar melhorar de vida.

Embalado pela música “vem pra rua” os jovens usaram essa frase como força do “movimento passe livre” sentiram que era hora de requerer outros direitos: acabar com a corrupção, com a violência, com a inflação, com a quantidade de impostos, baixos salários, injustiça, desigualdade social; transportes, educação e saúde caros e deficitários; politicagem, mídia tendenciosa e o super faturamento das obras públicas.

Em pouco tempo, o movimento ganhou uma imensidão de seguidores e aconteceu uma comoção pública, talvez por não aceitar a presença de partidos políticos, que se beneficiariam pela mídia espontânea, nessas concentrações; talvez porque o “grito” estava guardado há tempos dentro de cada brasileiro insatisfeito com os rumos que o país vem tomando.

Mas que lições tiramos desse momento que parou o Brasil? Como será o Brasil daqui pra frente? Espera-se que as decisões governamentais sejam mais benéficas ao povo, no tocante a melhoria dos serviços públicos e a qualidade de vida da população, que quanto mais pobre, mais necessita desses serviços. Que os transportes sejam mais baratos, que os impostos sejam justos e tenham a contrapartida necessária, enfim, que o brasileiro não aceita tudo e se preciso, vai as ruas exigir seus direitos.

Diante de tudo isso, o que mais chamou a atenção é a emocionante proclamação do hino nacional nos protestos, que ecoou nos ouvidos e nos corações de um povo que diz em lágrimas: “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” e que ao mesmo tempo exige melhores condições de vida e dignidade para toda a população.

Marcelo Zuin
Empresário, Presidente do Conjove Cianorte

 

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